INTRODUÇÃO
 

Título Completo: Inu-Yasha, Sengoku o Togi Zoushi (Inu-Yasha, a Fantástica História das Guerras Civis)

Na época do Sengoku Jidai (período histórico japonês, cujo nome pode ser traduzido como era das guerras civis) onde ainda existiam youkais e onis a solta, começa a história de Inu-Yasha.

Inu-Yasha, um meio-youkai, aparece em meio a um vilarejo em chamas, segurando a jóia de Quatro Almas (Shikon no Tama), dizendo que com o poder da jóia poderá transformar-se em um youkai completo. Mas antes que pudesse fugir, Kikyou, a sacerdotisa protetora da Tama o detêm com uma flechada no peito.
A flecha de Kikyou lacra o meio-youkai, que adormece preso a uma árvore.
Kikyou recolhe a jóia caída ao chão e, muito ferida, pede a sua irmã mais nova, Kaede, que creme seu corpo juntamente com a Shikon no Tama.
"Eu a levarei comigo para o outro mundo" São os últimos pensamentos da sacerdotisa antes de morrer.

Era Atual

Em um templo xintoísta, o Higurashi Jinja (Templo Higurashi), vive a jovem ginasial Kagome Higurashi. Ela cresceu ouvindo as história malucas de seu avô, que incluiam youkais, kappas e onis. Kagome nunca acreditou nessas histórias e sempre achou uma chatice ter que ouvi-las.
Um dia, quando teve que entrar no Hokora (pequeno templo que tem em templos xintoístas) para procurar o gato de seu irmão, acontece o inacreditável: um youkai centopéia sai de dentro do poço come-ossos (um velho e lendário poço do templo que, segundo as histórias de seu avô, tinha poderes mágicos O.o). A youkai, chamada Mukade Jourou (Mulher Centopéia) puxa Kagome para dentro do poço e exige que a garota dê-lhe a Shikon no Tama. Kagome não entende direito o pedido, mas consegue livrar-se da youkais e sair do poço.
Porém, ao sair, Kagome percebe que não está mais no templo: estava no meio de uma floresta. Confusa, a garota sai para procurar por alguém conhecido, até que avista a Árvore Sagrada (uma árvore que os xintoístas acreditam ter poderes espirituais e que sempre têm nos templos). Feliz por encontrar algo tão familiar, Kagome corre feliz até a Árvore.
Entretanto, ao chegar, encontra um jovem de longos cabelos prateados e orelhas de cachorro adormecido nela. Kagome acha estranho e tenta acordá-lo, mas não consegue; até que surge do meio da floresta alguns homens, dizendo que aquele lugar era proibido.
Os homens a levam - amarrada - para um vilarejo e "apresentam-na" a Kaede, que agora está velha e assumiu o posto de sacerdotisa da vila. Kaede reconhece alguma semelhança entre Kagome e sua falecida irmã, Kikyou.
De noite, a Mukade Jourou volta a vir atrás de Kagome - que tinha sido acolhida na casa de Kaede - exigindo a jóia de quatro almas. Kaede estranha o pedido, e Kagome nega possuir tal objeto.
Percebendo que a vila estava sendo destruída por sua causa, Kagome decide atrair a mulher centopéia para a floresta, em direção ao poço come-ossos (Kagome ouvira Kaede dizer que precisava jogar a youkai no poço). Kaede e os aldeões vão atrás.
Enquanto isso, na floresta, o meio-youkai Inu-Yasha desperta.
"Eu posso sentir... posso sentir o cheiro da mulher que me matou..."
Kagome, correndo desesperada para escapar da ira da mulher centopéia, acaba caindo em frente da Goshinboku (árvore sagrada) e percebe que Inu-Yasha estava acordado. Inu-Yasha, imediatamente, começa a chama-la de Kikyou, dizendo com deboche que a grande sacerdotisa não conseguia acabar com um youkai tão insignificante como aquele.
"Eu não sou Kikyou. Sou KAGOME!" Kagome grita, e Inu-Yasha reconhece que, realmente, não era Kikyou.
A youkai centopéia morde Kagome na barriga e arranca de lá, junto de muito sangue, a Shikon no Tama. Inu-Yasha, ao ver a jóia, grita para Kagome dá-la a ele, pois a tama lhe pertencia. Antes que Kagome pudesse alcança-la, porém, a Mukade Jourou engole-a, prendendo Kagome na árvore com o seu corpo e esmagando-a contra Inu-Yasha.
"Ei, você pode tirar essa flecha?"
Kagome olha para a flecha que prendia Inu-Yasha a árvore, e estiva a mão para atender ao pedido do meio-youkai. Kaede diz a ela para que não faça isso.
"Você quer morrer aqui comigo, mulher?" Kagome responde que não deseja morrer e retira o lacre sagrado do han-you (meio-youkai).
Livre do lacre, Inu-Yasha derrota a mulher centopéia e Kagome recupera a jóia. Porém, o meio-youkai não era tão bonzinho como Kagome acreditava que fosse, e rapidamente começa a ataca-la, exigindo a jóia.
Kaede, ao perceber que o han-you estava fora de controle, lança nele um nenju (colar de contas) com um feitiço chamado kotodama (seria uma palavra que servia para controlar o espírito). A velha sacerdotisa pede a Kagome que diga uma palavra para que o feitiço funcione, e Kagome diz a primeira coisa que lhe vem a cabeça: Senta!
E como um perfeito cachorrinho adestrado, Inu-Yasha cai de cara no chão.
Como não poderia usar a força para arrancar a Shikon de Kagome (o colar não saia mais de seu pescoço), Inu-Yasha decide ficar rondando a garota, para ver se uma hora ou outra ela abre a guarda. Enquanto isso, Kagome só deseja ir para casa.
Mas os planos tanto de Inu-Yasha quanto de Kagome vão por água abaixo quando a garota ginasial, na tentativa de salvar a Shikon que estava no estômago do Shibugarasu (um youkai gralha que tinha roubado a jóia), despedaça a jóia com sua flecha espiritual, espalhando os inúmeros fragmentos por todo o Japão.
Agora só cabe a Inu-Yasha e Kagome encontrar os inúmeros fragmentos.